120 dias

O caminhante ao percorrer o longo trajeto em busca da harmonia perdida aprenderá a ser paciente, reconhecerá que por mais longa que fosse a jornada, por mais difícil que pareça o percurso, se mantiver a perseverança, chegará ao lugar de repouso, ao descanso merecido, com mais sabedoria do que na partida. 
Minha jornada tem sido munida de esperança e trabalho. Moldada pelo tempo, protegida por ele, vou em passos lentos e firmes. A mulher demolida buscando um vale claro e limpo.
A viagem nos ensina a termos um olhar doce sobre todas as paisagens. Todas. Quando chegamos na cabana escondida, temos a falsa sensação de alívio, que acabou. Quando na verdade o fim de uma viagem é só o início de outra. 
Viver a vida e seus ciclos exige paciência, resiliência e ousadia. É muito libertador quando a gente aprende a observar a natureza. Nesses 120 dias já passei por duas estações, Outono e Inverno, as minhas preferidas até então. Me ensinaram a paciência do plantio, o silêncio e que pra florir é preciso chuva, tempestade e tormenta. É preciso ser capaz de plantar primaveras e deixar que o tempo nos arme, nos ame e nos amenize.
23/08/2017

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