A melhor viagem
Outro dia estava eu perdida em devaneios (quase sempre) pensando no quanto a gente perde tempo analisando o passado. Brigas que poderiam ter sido evitadas, chateações desnecessárias, gritos ressentidos, palavras ao vento, etc. Infinitas razões levam a desentendimentos momentâneos e às vezes pequeninas coisas vão minando algo, se esse algo é imaturo. Não cheguei a nenhuma fórmula mágica do tipo "10 atitudes para nunca mais brigar por bobagem", mas percebi justamente o contrário. Não é saudável, nem um pouco produtivo e positivo remoer essas ações. O que importa é ter a consciência de que foi feito o melhor. E às vezes esse "melhor" naquele momento, foi um grito, foi uma palavra superficial, foi uma batida de porta. É duro admitir. Pior ainda é tentar remediar o passado, quando na verdade tudo pode e deve ser capitalizado para nossas transformações internas. Afinal quem nunca? Quantos amores terminaram ao relento, com pessoas ainda se amando? Quantos filhos dizendo que não queriam ter nascido naquele ninho? Quantas amigas não brigaram e depois vieram as desculpas? Essa nossa tendência em pensar que só porque temos carinho, não somos capazes de espinhar alguém, nos leva a experiências rasas, porque a vida também é de decepções. Magoamos sim. E somos magoadxs.
Quando a gente se coloca nesse lugar do "comum", percebe que certas atitudes fazem parte da natureza das relações e que, absolutamente, tudo deve ser carregado na nossa mochila, para outra viagem. A culpa quando tem espaço muito grande, só faz pesar a bagagem e gera vontade de desistir de ver outras paisagens. Por mais especiais que desejemos ser para o outro, é preciso aprender a conviver com a falta e com a sabedoria da imperfeição, A perfeição cansa. É prima-irmã da culpa.É um fardo muito pesado. Deixe elas duas no porta-malas e vá. Ainda há tempo!!
05/09/2017
05/09/2017
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