Eu voltei

dois anos não visito esses registros. Criei esse blog pensando em escrever sobre as realidades que vivi em Buenos Aires.
No final de 2015 retornei à capital "porteña" disposta a terminar o mestrado e voltar ao Brasil. O destino me pregou uma peça.
Eu sempre acreditei muito na vida. Acho de verdade que se você não tem convicção ou um plano, a vida trata de orientar tua rota. Não era o meu caso. Eu sempre tive um plano. 
Enfrentei marés turbulentas no final de 2015 e entrei 2016 com uma certeza; serei muito feliz e de peito aberto pra nova rota que vou criar.
O que eu não sabia é que não tem essa de "eu vou criar", porque você não controla o que tem pelo caminho, APENAS ajuda a desenhá-lo. A nova rota veio igual tsunami. Sabe quando você é arremessada contra o cais? Veio amor, veio trabalho, veio casa nova, veio aprendizagem. Posso dizer que 2016 foi o ano do verbo Vir!
Com tanta rota nova, veio também medo e ansiedade, mas aqui é sagitário e trabalhamos com aventuras difíceis! E lá fui eu.

No final eu estava submergida e percebi que havia alterado a minha rota, (pois é pessoas, eu me permiti) mas não estava mudando as estratégias de sobrevivência. 
E é daí, da não sincronia entre rota x estratégia, que emergem os problemas que podem transformar a vida da gente naquele sonho que não queremos participar.
Podemos dizer que se 2016 foi o ano do verbo Vir, em 2017, até agora os verbos que estão dando um tom da graça (e que graça!) são os verbos: chorar, doer, ir.
Obviamente que estou resumindo todos os detalhes e fatos, mas o que quero é registrar a curva que a vida faz e dessa maneira, todo erro (seja cometido por você ou não) é também um desvio e é preciso sabedoria e paciência.
Quando o barco naufraga, o amor diz adeus, os planos são sabotados, a única coisa que nos cabe fazer, além de chorar arrastando-se no chão (literalmente), é seguir. Pra onde? Para o coração. 
Parece auto-ajuda (e é!), mas se você é um ser humano com um corpo, aproveita ele! Chore, grite, tenha taquicardia, escreva cartas, reze (seja lá pra quem for), mas siga, parceirx, encontre seu coração aí dentro e seja ciente das primaveras que plantou por onde andou e tocou. Não somos apenas os erros que nos fizeram dar de cara com a rocha, mas somos tentativas e quando o desespero passa, você percebe que o verbo tentar é a ação mais apaixonada que podemos fazer na vida. No final a história não tem fim, apenas fluxo. Seguiremos tentando... 

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